A ORQUESTRA

Bomfim é um disco que poderia chamar-se Guadalupe, Amaro Branco, Bonsucesso, Maruim...Toda Olinda lá de baixo, periferia às margens do sítio histórico, descreveria bem a essência do terceiro álbum de carreira da Orquestra Contemporânea de Olinda (OCO). Neste trabalho, a banda que desde 2008 trilha um caminho crescente no cenário da música brasileira, volta confortável para casa. O bom fim de um ciclo criativo para um recomeço, com tudo de melhor que a palavra traz. Retorno ao que Olinda tem de mais rica: os moradores, os candomblés e seus afoxés, os cocos de umbigada, do Pneu e da Xambá. As loas de maracatu da Tabajara. As figuras fantásticas, como o Cariri, em um carnaval reconhecido no mundo todo. Os sete músicos pernambucanos, de performance sempre surpreendente no palco, vivem, se alimentam dessa Olinda transbordante de arte e autorreferências, ao mesmo tempo cosmopolita, transitando lado a lado com o que vem de fora.

Dessa mistura de tradições e influências, Gilú Amaral (percussão), Rapha B (bateria), Hugo Gila (baixo), Juliano Holanda (guitarra), Tiné e Maciel Salú (vocais), e ainda um dos mais expressivos saxofonistas do país, o Maestro Ivan do Espírito Santo, unem-se a um trio de metais (trompete, trombone e tuba) vindo do Grêmio Musical Henrique Dias, primeira escola profissionalizante de frevo de Olinda, em atividade ininterrupta desde 1954. Após oito anos de estrada, a Orquestra Contemporânea de Olinda nunca se sentiu tão ela, tão segura do seu lugar e da força da música que faz e carrega.

Os primeiros shows de lançamento de Bomfim já estão agendados para junho: começam no dia 18 e 20 no Rio (RJ), 19 em Niterói (RJ), 25 em Goiânia (GO) e 26 em Brasília (DF) . Além do show no Teatro Oscar Niemeyer, em Niterói, a banda ainda tem garantida pela Petrobras a circulação do espetáculo por várias capitais brasileiras, como Belém, Manaus, Fortaleza, Juazeiro do Norte, Salvador, Recife, Goiânia, Cuiabá, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo. Além do lançamento em streaming, a banda projeta a venda das principais lojas do país de Bomfim em embalagem digipack e vinil.

Conceito - Bomfim é 100% autoral, gravado no Fábrica Estúdios (PE). O disco traz 11 faixas com produção e direção musical são assinadas por Juliano Holanda e Orquestra Contemporânea de Olinda. O designer gráfico é de Sebba Cavalcante sob conceito de Aline Feitosa e fotografias de Beto Figueiroa. Os grafismos são de Maria Morena e de Zelão, um dos últimos artistas populares da 'escola' de Bajado. Zelão morreu em Olinda logo após a conclusão deste trabalho para a Orquestra Contemporânea de Olinda, em dezembro de 2014. A máscara usada pelo menino da capa é de Julião das Máscaras, terceiro da geração de uma família que mantém viva a arte das fantasias com papel marchê no bairro do Guadalupe, Olinda. O show traz cenografia de Renata Gamelo e light design de Roberto Riegert. A Quatro Cantos Produções faz a produção executiva deste terceiro disco de carreira da OCO.
Trajetória - Com o primeiro disco, homônimo, lançado em 2008 (Som Livre), a Orquestra Contemporânea de Olinda conquistou indicações ao Prêmio da Música Brasileira (2009), Grammy latino (2010), teve o show considerado um dos melhores de 2009 pelo Jornal O Globo e ganhou meia página do The New York Times pela apresentação feita no Lincoln Center (NY), em 2010, na primeira turnê pelos EUA. Em 2012, a OCO lançou o elogiado disco "Pra ficar", que teve como produtor musical o conceituado Arto Lindsay.
Em 2013, a OCO apresentou showcase na WOMEX, maior feira de música do mundo, o que garantiu a 4ª turnê internacional do grupo, que ocorreu o fim de 2013. Nos dois anos seguintes, a Orquestra circulou por todas as regiões brasileiras. Apresentaram-se em grandes festivais, como o Se Rasgum (PA) e o Psicodália (SC); levou o público para ferver em praças públicas, como na acolhedora Pirenópolis, no Centro-Oeste, e na capital federal. Fez shows históricos em Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, São Paulo e Florianópolis. Encerrou a turnê do álbum "Pra Ficar" numa emocionante apresentação com lotação máxima no Teatro Santa Isabel, no Recife.

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